15 de out. de 2009

Voltar


Tenho pedido para Deus que a Luz não se acabe.
Que o reflexo pálido não se apague.
Fico me vendo no espelho da alma, gastando a indiferença.
Tenho medo desse encontro.
Tenho medo da noite, dos anos que passam, dos tempos vorazes.
Mas quero que isso mude!
Tenho o peito cheio de esperança, de humildade.
De tanto sofrer, aprendi a voltar;
A voltar sem vergonhas para os braços quentes de minha mãe, chorar minhas mágoas, contar meus dramas, assumir as mancadas.
A voltar pros braços do amor perdido, chorando confusões de palavras e mostrando que é bonito estar arrependido.
Aprendi a voltar... E depois voltar a voltar.
Voltar pra viver, voltar pra sofrer.
O vagão do trem e o céu são meu coração.
Eu sou o passageiro triste, já com saudade do lugar onde se ama, do lugar de onde se parte, já com saudade das paisagens, das passagens, das palavras, dos poemas...
Para trás ficou aquela velha estação.
De frente vêm as emoções de peregrino que sou.
Peregrinando por aí eu procuro sempre me lembrar de onde vim, afinal, se tudo der errado pelo menos um direito eu me dou:
Voltar.

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Matheus

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